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sábado, 28 de julho de 2012

A Magia das Olimpiadas!

Ontem foi oficialmente aberta a 30ª edição dos jogos olímpicos modernos, os quais curiosamente sempre estiveram intrinsecamente ligados à historia da humanidade. Nos lembremos que os jogos olímpicos já interromperam guerras para que fossem disputados, já foram palco de confronto pacífico por nações com ideais divergentes e que a prova mais famosa das olimpíadas foi criada durante um conflito que definiu o destino do ocidente e do oriente!
Os jogos olímpicos de Londres não serão palco de conflitos ideológicos e nem interromperão guerras, mas isso não os torna menos ligados à história da humanidade. Pelo contrário, o problema que o mundo está enfrentando durante os jogos olímpicos de Londres pouco tem a ver com conflitos entre estados, mas sim em enfrentar o modo como gerimos a economia global, e a criar de um futuro melhor para as próximas gerações. Com todo o simbolismo que só a mistura de um evento helênico e sutileza dos londrinos poderia conferir, os londrinos com maestria passaram um recado para o mundo ao fazer o retrospecto da transformação que ocorreu na Inglaterra e no mundo de uma estágio plenamente rural para uma fase altamente industrial, e ao finalizar a abertura com um ato inusitado que foi acender a glamurosa pira olímpica com as promessas do esporte ao invés de vangloriar o passado do esporte com antigos atletas como sempre foi feito ao longo das 29 edições anteriores!
O simbolismo por detrás de tal ato é delicado porém passa um recado ao mundo de que precisamos centrar nossos esforços nos jovens para construirmos um futuro melhor e sairmos da zona de instabilidade que vive o mundo hoje, onde o maior nível de desemprego é entre os jovens, e em que as perspectivas que lhes foram um dia apresentadas se defazem com a mesma facilidade de uma cortina de fumaça.
Os jogos olímpicos não conseguem mudar o mundo por si só, mas os ensinamentos passados neste evento sempre ajudaram a humanidade a refletir sobre os caminhos a seguirmos e esperamos que na terra da rainha não seja diferente!
Agora só nos restam duas coisas a fazer, refletir sobre o recado dados pelo Londrinas e torcer para que nossos atletas encham o nosso quadro de medalhas!
Até Próxima Volta!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pequenos "Grandes" Polegares!

Diz a sabedoria popular que corredores mais altos são mais rápidos, pois obviamente tem as passadas maiores, certo? Bom, eu tenho minhas dúvidas sobre a obviedade desta afirmação, ainda mais depois que conheci a história de Steve Prefontaine, que não tinha mais do 1,75m, portanto resolvi fazer uma pesquisa sobre os campeões olímpicos de atletismo, para saber como essa afirmação se retrata nos atletas de ponta. Para evitar os casos pontuais que podem ocorrer por acaso no esporte eu analisei somente os atletas que ganharam mais do que uma prova ou medalha ao longo de todos os jogos olímpicos modernos.

Ao analisar a distribuição de vencedores, percebi que quase 70% dos campeões tem menos de 1,85m, o que é surpreendente.

 

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Ainda assim, resolvi estudar esse assunto mais a fundo, pois é notável que houve uma evolução física dos atletas por conta do melhoramento da nutrição e da profissionalização das atividades esportivas, portanto será que esse retrato de atletas mais baixos não refletia uma análise tendenciosa por conta dos primeiros medalhistas?

 

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Pela distribuição dos multi-medalhitas ao longo das décadas fica claro que há uma tendência de concentração das vitórias nas ultimas décadas atletas mais altos, mas ainda sim temos uma proporção de atletas que reflete um aquela percepção do primeiro gráfico. Refletindo sobre o maior expoente do atletismo atual, chamado Usain Bolt, que tem mais de 1,90m, percebi que talvez haja uma vantagem relativa dos atletas mais alto em um determinado tipo de provas, portanto separei os multi-medalhistas em corredores de distancias curtas (até 1,5K) dos demais.

 

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Portanto concluo eu, de forma bem pouco científica, que a altura é uma vantagem competitiva nas provas de curta distância pois o aumento no número de multi-medalhistas altos somente não pôde ser observado na mesma proporção em corridas de curta e "longa" distância. É possível que tal tendência se repita nas provas mais longas como maratonas, porém para ter certeza disso teríamos que coletar os dados para analisarmos.

Varias hipóteses podem ser geradas a partir destas interpretações como por exemplo, de que talvez os corredores mais altos acabem sendo direcionados para corridas de velocidade por isso não vemos a mesma tendência em corredores de longas e curtas distâncias ou talvez haja realmente alguma vantagem nos corredores mais baixos para curtas distâncias, mas isso eu não vou poder lhe explicar por que excede qualquer análise que eu possa fazer com base nos números e dados, portanto deixo com você a pulguinha atrás da orelha!

Até a próxima Volta!